Dieta low carb especial para mulheres com mais de 40 anos-redução de peso e dos sintomas da menopausa


Nosso corpo passa por inúmeras mudanças desde o nascimento até a velhice.

Infelizmente, nem todo mundo sabe como lidar com essas mudanças e um turbilhão de dúvidas acabam perturbando a mente de muita gente.

Pensando nisso, resolvemos compartilhar o que acontece com a maioria das mulheres depois dos 40 anos.

Afinal de contas, o corpo feminino é o que recebe maior carga de hormônios e alterações.

Só quem enfrenta a menopausa sabe do que estamos falando.

Nem precisa ser com você, basta conviver com uma mulher nessa fase da vida.

Uma série de sintomas toma conta do corpo feminino, e isso pode durar vários anos.

E, para piorar, o corpo começa a ganhar peso, então emagrecer se torna cada vez mais difícil.

Esta transição é mais do que um processo físico para as mulheres – também atinge a mente, o emocional e o espiritual.

Há vários motivos que levam o corpo a ganhar uns quilinhos extras depois dos 40 anos.

Como o estrogênio diminui na menopausa, essa mudança nos níveis hormonais pode desequilibrar outros hormônios.
 esses hormônios incluem:

1. Cortisol

Este é o nosso principal hormônio do estresse.

Ele é liberado pelas glândulas suprarrenais.

Uma das funções do cortisol é aumentar os níveis de açúcar no sangue para que tenhamos a energia necessária para realizar uma tarefa física em um cenário de luta ou fuga.

Embora a produção de cortisol possa fazer com que você se sinta muito bem, o excesso pode ocasionar ganho de peso.

2. Insulina

 Ela é responsável por manter níveis saudáveis ​​de açúcar no sangue após a ingestão de carboidratos.

Quando nosso pâncreas não consegue manter a demanda por insulina, o excesso de glicose pode se acumular na corrente sanguínea.

A carência de glicose nas células nos leva a fortes desejos por carboidratos.

Assim, o apetite tende a vir junto com a gordura e o alto nível de açúcar no sangue.

3. Hormônios tireoidianos

Eles controlam o quanto de energia nossas células produzem e nosso metabolismo corporal.

Quando esses hormônios estão fora de equilíbrio, isso cria uma diminuição na capacidade de usar carboidratos e gorduras armazenadas para gerar energia, levando ao ganho de peso.

4. Leptina

Este é o “hormônio da saciedade”, que é produzido pelas células adiposas.

A leptina funciona para sinalizar ao cérebro que você está satisfeito.

Quando a leptina é incapaz de funcionar como se espera, há um ganho de peso – isso é conhecido como resistência à leptina.

Com a resistência à leptina, sua ingestão de alimentos pode ser excessiva porque seu corpo está literalmente sinalizando para você continuar comendo.

Parece que tudo funciona contra o bem-estar, não é verdade?

Mas só parece mesmo.

É possível reverter essa situação com a dieta cetogênica, que tem como o objetivo final a reprogramação do corpo para que ele entre nesse estado metabólico natural.

A cetose é um estado natural que é ativado durante a fome.

Uma dieta cetogênica não implica a privação de calorias, mas sim a privação de carboidratos.

O plano alimentar é o seguinte:

Uma proporção de macronutrientes de cerca de 70% de gorduras, 25% de proteína e 5% de carboidratos.

Consuma por 2 a 7 dias, com sua ingestão diária de carboidratos limitada a no máximo 50g.

Logo seu corpo transformará o alimento em energia.

As vantagens dessa dieta são:

– Reduz a ingestão de açúcar

– Controla dos desejos e garantia de satisfação

– Ajuda a reduzir o inchaço e inflamação

– Promove a perda de peso e aumenta a massa muscular magra

– Adiciona mais nutrientes integrais de qualidade à sua dieta

– Normaliza o humor e melhora a cognição

O primeiro passo para começar essa dieta é diminuindo a ingestão de carboidratos e concentrando-se em obter gorduras saudáveis ​​como sua principal fonte de energia.

Fazendo isso, o corpo é forçado a entrar nesse estado de cetose, também conhecido como seu “modo de queima de gordura”.

Para as mulheres na menopausa, uma boa proporção de macronutrientes seria 70% de gorduras, 20% de proteína e 10% de carboidratos.

Entenda o processo:

1. Gordura

As gorduras são a maior parte da nossa ingestão calórica diária (70%), quando estamos está seguindo uma dieta cetogênica.

Por isso, é importante saber que existem alguns tipos diferentes de gordura que estão envolvidos em uma dieta cetogênica.

Confira:

– Gorduras saturadas: manteiga, ghee, óleo de coco e banha.

– Gorduras monoinsaturadas: óleos de oliva, abacate e macadâmia.

– Gorduras poli-insaturadas: naturalmente presentes em proteínas animais e peixes gordurosos, são ótimas para a saúde do coração, diferentemente do óleo de girassol.

– Ômega 3: você deve se esforçar para equilibrar a ingestão de ômega 3 e ômega 6.

Precisamos incluir mais fontes de ômega 3, que são naturalmente anti-inflamatórias, ao mesmo tempo que devemos limitar os alimentos ricos em ômega-6,  que são pró-inflamatórios quando ingeridos em excesso.

A relação ideal entre ômega 3 e 6 é de 1:3.

Inclua mais alimentos como salmão selvagem, truta, carne de vaca alimentada com capim e frutos do mar por seu rico conteúdo de ômega 3 e antioxidantes.

2. Proteínas

Quando se trata de fontes de proteína, é melhor escolher as opções de alta qualidade, orgânica.

Você deve estar ciente da ingestão de proteína na dieta cetogênica, pois muita proteína nessa dieta pode levar a níveis mais baixos de produção de cetona e aumento da produção de glicose.

Lembre-se que a ingestão de nutrientes deve ser em torno de 70% de gordura, 20% de proteína e 10% de carboidratos.

Você deve incluir uma pequena quantidade de proteína (20%), como:

– Carnes criadas em pasto e orgânicas

– Aves criadas soltas (orgânicas)

– Peixes e frutos do mar sem metais pesados

– Ovos de aves criadas de forma saudável

3. Carboidratos

Para a ingestão de carboidratos, recomenda-se menos de 50g de carboidratos líquidos (10%) para a dieta diária – quanto menor a ingestão de carboidratos e os níveis de glicose, melhores serão os resultados gerais.

Você deve incluir principalmente vegetais, nozes e laticínios como iogurte natural e manteiga sem sal.

Por outro lado, deve evitar grãos, açúcar, a maioria das frutas, batata e inhame.

 Inclua uma pequena quantidade de vegetais que têm um pouco de carboidrato, como:

– Folhas verdes

– Verduras crucíferads: brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho

– Aspargo

– Pepino

– Aipo

– Tomate

– Pimenta

– Cogumelo

– Abobrinha

Alimentos que devem ser evitados durante a dieta são:

– Adoçantes

– Fruta

– Grãos

– Feijão e leguminosas

– Legumes ricos em amido (como batatas, inhame e batata doce)

– Legumes ligeiramente doces, como abóbora, beterraba ou cenoura

– A maioria dos alimentos processados ​​

Além da dieta, para ter uma qualidade de vida melhor, você deve:

1.  Fazer ioga e meditação

Arranje tempo para relaxar e desintoxicar a pele.

Massagem, leitura e oração são boas formas de renovar a energia do corpo e garantir mais paixão pela vida.  

2.  dormir melhor

Níveis de estresse muito altos e insônia são prejudiciais à saúde.

Esses sintomas estão associados a níveis mais altos de cortisol, diminuição da imunidade, maior suscetibilidade à ansiedade, ganho de peso e depressão.

Para permitir que seu corpo se recupere do estresse, controle seu apetite e melhore a energia.

E o principal: procure dormir durante oito ou nove horas sem interrupções.

3.  Faça exercícios

O exercício deve fazer você se sentir melhor, então não abuse para não sofrer o efeito contrário: exaustão e fadiga.

Faça do exercício diário um hábito e não tenha medo disso.

Você não precisa necessariamente de uma academia para praticar atividades físicas.

Caminhe, procure um esporte ou ande de bicicleta, por exemplo.

Alguns comportamentos servem como verdadeiros gatilhos para quem está na menopausa:

– Alimentos industrializados: a maioria dos nossos alimentos processados contém adição de açúcar, conservantes, glutamato monossódico, excesso de sódio e aditivos.

 Coincidentemente, os alimentos industrializados também são ricos em carboidratos que podem alterar ainda mais nossos hormônios.

– Carne convencional: carne ou aves convencionais podem conter hormônios adicionados que promovem aumento da inflamação, antibióticos que danificam nossa flora intestinal e muitos estão carregados de OGMs da dieta tóxica dos animais.

 Certifique-se de comprar apenas proteínas animais alimentadas com pasto, sempre que possível.

– Açúcar branco: a alta ingestão de açúcar pode causar ganho de peso, problemas digestivos, agravamento dos desequilíbrios hormonais, cândida, aumentando as ondas de calor e outros sintomas.

– Óleos Inflamatórios: os alimentos cozidos em óleos vegetais altamente processados ​​(óleo de girassol, milho, amendoim, arroz, soja ou canola) têm alto teor de gorduras ômega 6, que podem contribuir para o aumento da inflamação e outros problemas de saúde.

– Bebidas gasosas: os refrigerantes podem corroer o cálcio e contribuir para a osteoporose e perda óssea.

– Álcool:  beber álcool diariamente ou mesmo semanalmente pode agravar as ondas de calor e contribuir para o ganho de peso.

Estas plantas trabalham para criar equilíbrio no corpo:

– Ashwagandha, maca, rhodiola e manjericão-sagrado.

– Black cohosh (cimicífuga): ajuda a para prevenir os sintomas da menopausa, que inclui ondas de calor e suores noturnos.

Também pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, reduzir desequilíbrios hormonais associados ao diabetes ou miomas e até mesmo ajudar mulheres com fertilidade antes da menopausa.

A dose recomendada é de 80 miligramas uma a duas vezes por dia.

– Vitex (agnus castus): Vitex foi clinicamente comprovada eficaz para aliviar as ondas de calor.

Esta planta também tem muitas das propriedades de balanceamento de hormônios que a black cohosh (cimicífuga) tem.

Por isso, ajuda a regular os hormônios ligados a problemas de sono, miomas, alterações na pele e períodos irregulares.

– Erva-de-são-joão:

Esta erva tem sido usada com segurança há muito tempo.

Comumente usada para casos de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao sono.

Ela também pode ajudar a estabilizar o  humor, reduzir a inflamação e melhorar o sono.

Fonte: nutricionista Nicole Eckert

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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